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PAINEL DE ÓBITOS AP 5.3

Coordenação da Área Programática 5.3

Janeiro — Junho 2026

23 Fetais 37 Infantil 3 Materno

62 Total

Comparativo por Bairro de Residência

Fetal × Infantil × Materno por região


Santa Cruz concentra 62% dos fetais e 57% dos infantis — polo populacional dominante. Paciência tem 23% dos fetais mas apenas 13% dos infantis — possível sub-registro ou falha no encaminhamento pós-natal. Sepetiba representa 30% dos infantis — segunda maior demanda, com apenas 1 UTI neonatal disponível.
38
Santa Cruz
61% do total
10
Paciência
16% do total
14
Sepetiba
23% do total

Evolução Temporal — Jan/Jun 2026

Tendência mensal dos óbitos


Fetal: 23 total Infantil: 37 total Materno: 3 total

Locais de Óbito — Top 5 Unidades

Distribuição hospitalar com detalhamento por tipo de óbito


37
Pedro II
16F 20I 1M
11
Rocha Faria
2F 9I
3
IFF
1F 2I
1
Alb. Schweitzer
1F
1
HUPE
1M
Pedro II: 59,7% dos óbitos (37/62). 20 infantis + 16 fetais +1 materno — risco sistêmico por dependência de unidade única.
8 unidades com 1 óbito cada (12,9%): Hospital Oeste Dor, CLINIPAM, LLAK, Federal Lagoa, IPANEMA, Jesus, Central Aero., Carmela Dutra.

Óbitos Maternos — Detalhamento

Análise dos 3 casos registrados


PacienteIdadeLocalCIDMomento
Paciente 129 anosHMPIIJ18.9 — PneumoniaTardio (>42d)
Paciente 226 anosDomicílioI24.9 — Isquemia CardíacaTardio (>42d)
Paciente 336 anosHUPEN17.9 — Insuficiência RenalPrecoce (≤42d)
2/3
Tardios (>42 dias)
1
Óbito em domicílio
29, 26, 36
Idades (anos)

Distribuição por Sexo e Idade Materna

Perfil demográfico dos óbitos


Distribuição por Sexo

Faixa Etária da Mãe

Componente Etário — Óbitos Infantil

Neo Precoce / Tardio / Pós-Neonatal


Neo Precoce — 54%
0–6 dias de vida. Mortalidade associada a prematuridade, asfixxia e malformações congênitas.
Neo Tardio — 24%
7–27 dias. Destaque para infecções neonatais e complicações pós-parto.
Pós-Neonatal — 22%
28 dias – 1 ano. Causas infecciosas, respiratórias e condições socioeconômicas.

Principais Causas por Tipo de Óbito

Códigos CID-10 — Análise comparativa fetal vs infantil


Top Fetal (22 óbitos)
P20.9 — Asfixia perinatal 6 (27%)
P00.0 — Hipertensão materna 4 (18%)
P02.1 — DPP 4 (18%)
A50.2 — Sífilis congênita 2 (9%)
Top Infantil (37 óbitos)
P36.9 — Septicemia neonatal 3 (8%)
P00.0 — Hipertensão materna 3 (8%)
Q89.9 — Malformações congênitas 2 (5%)
P02.1 — DPP 1 (3%)
Fetal: 3 CIDs concentram 63% — Asfixia (27%), Hipert. materna (18%), DPP (18%).
Infantil: Causas dispersas — Septicemia lidera com 8%. Maior diversidade de CIDs.
Materno: 3 causas distintas — Pneumonia (J18.9), Isquemia (I24.9), Insuf. renal (N17.9).

Unidades de Referência (Pré-Natal)

Vínculo pré-natal dos óbitos — Análise por unidade


Óbitos c/ Vínculo
62
22F + 37I + 3M
UBS Referência
20
CF e CMS distintos
Tipo de Unidade
100%
Atenção Básica (CF/CMS)
Top Referência
CMS Césário
8 óbitos vinculados
100% das referências são UBS (CF/CMS) — nenhum óbito teve vínculo pré-natal hospitalar. Gaps no encaminhamento de alto risco.
Top 3 concentram 31%: CMS Césário de Mélo (8), CF Waldemar Berardinelli (6), CF Sérgio Arouca (5).

Peso ao Nascer — Fetal vs Infantil

Distribuição por faixas de peso com indicadores clínicos


Média Fetal
1.621g
Min 175g — Max 3.455g
Média Infantil
1.643g
Min 355g — Max 3.810g
Fetal <2.500g
82%
18 de 22 óbitos
Infantil <2.500g
68%
25 de 37 óbitos
Fetal — Distribuição
<1.500g Muito baixo 8 (36%)
1.500–2.499g Baixo 10 (45%)
2.500–3.499g Adequado 3 (14%)
≥3.500g Macrossomia 1 (5%)
Infantil — Distribuição
<1.500g Muito baixo 22 (59%)
1.500–2.499g Baixo 3 (8%)
2.500–3.499g Adequado 10 (27%)
≥3.500g Macrossomia 1 (3%)
Baixo peso é fator dominante: 82% dos fetais e 68% dos infantis abaixo de 2.500g — sofrimento fetal intrauterino e prematuridade.
Infantil: 59% abaixo de 1.500g — concentração em peso muito baixo indica prematuridade extrema como fator de risco.

Conclusões

Análise integrada — AP 5.3 | Jan–Jun 2026


01
Pedro II concentra 58% dos óbitos (36/62). Dependência de unidade única = risco sistêmico para toda a AP 5.3.
02
Hipóxia (P20.9) + Septicemia (P36.9) somam 43% do total. Causas evitáveis com pré-natal e protocolos de infecção.
03
54% neonatal precoce (0–6 dias). Peso médio 1.643g — 69% abaixo de 2.500g. Prematuridade extrema domina.
04
Sepetiba = 30% dos infantis sem UTI neonatal adequada. Paciência: 23% fetais, 13% infantis — sub-registro.
05
2/3 maternos são tardios (>42d pós-parto). 1 óbito em domicílio. Causas preveníveis com pós-parto adequado.
06
GT alterou causa em 36% dos fetais. Investigação é efetiva — diagnóstico inicial falha em 1/3 dos casos.
07
40% mães fetais c/ 4–7 anos estudo. 19% mães <20 anos. Vulnerabilidade social = fator de risco independente.
08
Maio = pico infantil (27%). Janeiro = pico fetal/maternal. Padrão sazonal exige reforço preventivo nesses meses.

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Coordenação da Área Programática 5.3

Janeiro — Junho 2026

23 Fetais 37 Infantil 3 Materno 62 Total

Dados: Vigilância Epidemiológica — Coordenação da Área Programática 5.3